
“O medo sempre me guiou para o que eu quero. E porque eu quero, temo. Muitas vezes foi o medo que me tomou pela mão e me levou. O medo me leva ao perigo. E tudo o que eu amo é arriscado.”
(Clarice Lispector)
(Clarice Lispector)
Blah Blah Blah
poucos... Os dias completando seu ciclo de 24 hs, os 12 meses se findando... E ano se aproxima do seu fim. Percebo esse ciclo e vejo o quanto o recomeço esta presente e como ja tinha postado aqui é necessário e vital a sobrevivencia ao ser humano.
E que a contagem comece... E que as lagrimas de felicidade, de alegira possam ser derramadas sem contensão... Que os risos sejam multiplicados, e que as tristezas subtraidas radicalmente...

Minha vó é muito religiosa. Vejo nela o semblante de Maria. Como disse não quero por religião no meio. Mas falo na pessoa de Maria. O exemplo que foi. Claro, admito que a diversas mulheres em nosso meio que assim como Maria também batalharam pelo pão de cada dia. Por seus filhos, seus maridos, suas vidas. Mas veja, Maria foi a mãe do aniversariante da data comemorada. Mãe, para os cristãos do grande Messias. Aquele que redimiu os pecados do mundo. Maria foi mulher de garra. Suportou tudo. Suportou viagens longas, caçadas, deserto, andanças... Enfim, suportou tudo. E foi humana, foi MÃE.
ensinar aquele que nem seu filho era. Ensinar aquele que iria mudar o rumo da história. E ele foi humano também, deve ter ralhado com Jesus, deve ter dado algumas palmadas, mas foi PAI. Esteve presente. Deve ter se preocupado. E ensinou a aquele que é chamado Filho de Deus, a profissão nobre, simples, singela de carpintar.
Vejo os presépios montados em diversos lugares, e até mesmo o simplezinho que tenho aqui em casa. E vejo a simplicidade em que aquele menino, aquele 'Deus', nasceu. Veio ao mundo. O pouco que sei sobre Maria e José me faz pensar o quanto bem educado Jesus foi. Ele não veio pronto. Ele não veio montado como brinquedos de fábricas. Não, foi preciso educá-lo. Ensiná-lo a falar. Ensiná-lo as regras, as normas, as coisas que um ser humano precisa para poder viver. Simplicidade. Não havia médicos, não havia materias esterelizados. Havia cheiro de esterco, de mato. Ele nasceu simples. Viveu na simplicidade.




realmente nunca aconteceu até onde sei. Mas eles se amavam mutuamente. Aos poucos ele absorveu um pouco dela. E ela absorveu um pouco dele também. Clarice Lispector fala sabiamente: "É o contrário: amor é finalmente a pobreza. AMOR é não ter." O amor é isso. É ser pobre. As vezes miserável. Mais por que?! Se entre gerações antigas e atuais o amor é visto como algo bom. Algo a ser cultivado?! Pelo simples fato de que amor é dar. E doar-se. Assim como ela fez. Deu-se por inteira. Até não ter sobrado nada dela. Ela se deu. Sua vida era dele. Sua alma era dele. Sua vida ERA ele. Sua alma ERA ele. Paradoxos que ela adorava viver.
mpo passou, sempre acontecerá algo diferente. Sempre seremos alvo de mudanças externas e internas. E devemos aprender a administrar essas mudanças e seus reflexos.