terça-feira, 30 de novembro de 2010

Eles são reais...


Ela entregou na mão dele tudo o que tinha. Entregou seus desejos. Entregou suas finanças. Entregou seu amor. Entregou sua amizade. Entregou sua história. Entregou suas esperanças. Entregou seu vale-felicidade. Entregou seu coração. Entregou suas mãos. Entregou seu prazer. Entregou... Entregou até... Entregou até sua alma. Não restava mais nada. Não havia mais nada a sua volta para lhe proteger. Pois seus guardas, seus defensores haviam ido com ele. Seu castelo estava vazio. Deserto. Entregue aos bandidos e saqueadores.
Ele?! Pouco fez. Apenas entregou aquilo que havia necessidade. Ele sempre dizia que a amava. Porém haviam coisas que faziam com que esse amor se distanciasse da realidade. Do desejado. Admite-se que os poucos momentos juntos formavam apenas um corpo. Uma alma. Um desejo. Um sentimento. Pois os dois se encachavam de tal modo que não se via dois corpos. Extrapolava as leis consumadas e estudadas da fisica. Apenas um. Era assim pelo menos nos poucos minutos juntos. Vidas separadas pelos desejos dos outros. Sonhavam em viver juntos. Bem, ela sempre sonhou isso. Foram 3 anos separados dele. 3 longos anos gestando aqui
lo que chegou a quase sufocá-la. E depois dessa gestação quase eterna. Fora do comum, ela pode dar tudo isso que tinha. E assim foi. Pois os outros não estavam satisfeitos. Faziam um casal perfeito. A manipuladora e o jogador. O casal combinativo. O casal que despertou inveja e discórdia em muitas pessoas. E eles se amaram. Proibidamente. Discretamente. Eles se amaram. Se deram. Se doaram. Ela ciumenta e possessiva. Ele sensual e provocador.
O momento em que se uniam era magico. Ele não se importava com que falavam. Ela as vezes timida fazia a linha dura. Porém o amor reinava. Mas o veneno corria na veia dela. O ciume a impregnava. Sua carne era só ciume. Ela mais velha. Fazia planos do futuro. Queria uma casa. Um lar pra chamar de seu. Ele?! Novo. Só queria saber de curtir a vida. E de viver o momento. Embora dissesse que queria também viver ao lado dela. Porém ambos sabiam de suas reais situações. Mas não arredavam o pé desse amor cultivado. Gestado. Se dependesse dela, morreriam juntos. Construiriam sua vida juntos. Porém o destino era traçoeiro. O destino prega peças. Ele com as amizades que a faziam morrer de ciumes. Não era por mal. Mas ela queria exclusividade. Um dia ela teve?! Não sei. Confesso que até isso me pergunto. A história ainda não acabou. O ciume ainda esta em suas entranhas. E as amizades dele, estão por aí. Quase não ficam juntos. Ele estuda. E sua mãe lhe perseque. Ela estuda e trabalha. Um dia ele ja foi mais presente. Um dia ele prometeu enfrentar os pais por causa dela. Isso
realmente nunca aconteceu até onde sei. Mas eles se amavam mutuamente. Aos poucos ele absorveu um pouco dela. E ela absorveu um pouco dele também. Clarice Lispector fala sabiamente: "É o contrário: amor é finalmente a pobreza. AMOR é não ter." O amor é isso. É ser pobre. As vezes miserável. Mais por que?! Se entre gerações antigas e atuais o amor é visto como algo bom. Algo a ser cultivado?! Pelo simples fato de que amor é dar. E doar-se. Assim como ela fez. Deu-se por inteira. Até não ter sobrado nada dela. Ela se deu. Sua vida era dele. Sua alma era dele. Sua vida ERA ele. Sua alma ERA ele. Paradoxos que ela adorava viver.
Uma história perfeita... A história estaria perfeita até ai, personagens principais, vilões, sentimentos intensos porém, a algo fundamental esquecido e que merece ser revelado:
ELES SÃO REAIS.







Continua...

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Tic tac tic tac


Tempo... As vezes me pergunto por que se torna tão fundamental esse vocábulo em sua forma ativa. Em sua ação constante, as vezes imperceptivel porém devastadora e ao mesmo tempo formadora. Agora, parando pra pensar sobre isso começo a ver o quanto o termo TEMPO e parodoxal.
Ao mesmo tempo que corremos atras de coisas em nossa vida, de cumprir metas e mais metas que nós e a sociedade nos empõe tais como: um bom trabalho, uma boa colocação nos estudos, uma moradia sadia pra se viver etc; nesse mesmo tempo tentamos abruptamente VIVER. Curtir fases de nossa vida que nos são unica. Que não voltarão.
E ao mesmo tempo que ele, em sua forma infinita de se apresentar UNI duas pessoas, também pode separá-las. É assim nas amizades, é assim nos namoros, na familia. Em tudo.
Enfim, inumeras formas que o tempo tem de agir as vezes boa, as vezes ruim. Independentemente da forma como aja, ele não para. Já dizia Cazuza, O TEMPO NÃO PARA.
O ser humano tentando administra-lo, criou várias coisas para contar esse tempo que passa, esse tempo que age: relógios, cronometros, despertadores enfim, são incontáveis a forma de se contar e administrar o TEMPO. Lidamos constantemente com prazos. Seja de validade, entrega ou utilização o tempo se faz presente de diversas formas. E sempre nos cobrando paradoxais coisas. Viver uma vida FELIZ acompanhada de cumprir metas estipuladas.
E o tempo vai passando. O cronos vai cobrando e se tornando cada vez mais visivel. Veja, a 10 anos atras o que era essencial pra você?! Se você assim como eu tem idade antes dos 20 dirá que o que lhe era essencial era se divertir, brincar, jogar bola. Todavia se você já esta perto dos 30 dirá que era ainda sim se divertir, porém procurar o (a) namorado (a) perfeito (a). Contudo, não importa a idade o que importa ao se perguntar é perceber de como o tempo mudou as exigências, mudou as casas, pediu novas cartas e você teve que saber como administrar essas cobranças.
E o tempo... O cronos foi passando. Poém existem coisas aaah como existem, coisas que ele não muda. Que ele não apaga. Que ele apenas eterniza. Pronto, mais um paradoxo formado. Mais pense que ao longo desses 20, 30, 40 sei lá anos você não se recorda como se fosse hoje. E vê que a cada dia que passa você sente saudade. O tempo vem acompanhado da saudade.
Quantas pessoas não passaram pela sua vida e te marcaram e depois... se foram. Apenas passaram. E o tempo, do seu modo as eternizou. Nos marcou. Pronto, encontramos em tantos paradoxos depreciativos algo para agradece-lo por fazer.
Não importa quanto tempo passou, sempre acontecerá algo diferente. Sempre seremos alvo de mudanças externas e internas. E devemos aprender a administrar essas mudanças e seus reflexos.
Se sua vida parece não andar, estagnada ela esta. Espere. O tempo tem sua forma de agir. Talvez só devessemos mudar os olhos que vemos essa estagnação. Falo isso pois acontece isso com todos. A momentos que parecem eternos de tão ruim. Estamos sozinhos, estamos sem dinheiro, estamos sem saude boa, estamos cercados por violência. Não importa. A coisas ruins que parecem mais eternas do que as boas. Mas vivemos em uma balança.
Espere... Seja paciente. Dificil?! Eu sei. E como sei. Mas com calma as coisas se ajeitam. E perder a calma não ajuda em nada. Deixa ele agir.

Tic tac tic tac!

sábado, 13 de novembro de 2010

Ideal.


Quantas vezes não ouvimos a seguinte pergunta: "Qual é o seu ideal de pessoa?!" ou "Qual é o seu tipo ideal de pessoa?!" Perguntas iguais a essa é comum hoje. Porém em uma das minhas consultas parei pra pensar nisso. E cheguei a seguinte conclusão. Não existe a pessoa ideal. Óh! Sou um gênio por causa disso! - pensa você. Porém pense em quantas vezes você não olhou para o outro com olhos de idealizações. Uma vez ouvi a seguinte história : Uma mulher namora um rapaz. Os dois se conheceram em um departamento de um hospital. Ela psicologa e ele fisioterapeuta. Uma certa vez eles foram sair. Para um dos bairros mais bohêmios do Rio, Lapa. Ele bebeu além da conta. E ela viu um outro rapaz. Diferente do que ela tinha conhecido no hospital. Diferente do que ela pensou que fosse. Diferente do que ela idealizou dele. Porém ela não se prendeu naquele momento. Ela decidiu olhar o todo. Em vez de partes. Ela se surprendeu com aquela situação? Sim. Ele quebrou a idealização de pessoa que ela tinha feito dele. Conclusão... Não adianta ficar idealizando um tipo de pessoa. Pois a pessoa que tanto queremos só poderá ser nós mesmos. Cada um tem sua peculiaridade. Cada um tem seus atrativos. Uns muito ciumentos (como eu), outros insensiveis, outros amam mas não sabem demonstrar, uns gostam de baladas, outros preferem coisas simples. Cada um é diferente do outro. E é isso que deve ser valorizado. As diferenças. Aquilo que você tem, eu não tenho. E isso deve ser um ponto favorável. Pois assim aprendo com você a adiquirir isso que não tenho. São as diferenças que nos fortalecem. E Clarice Lispector sabiamente vai dizer: "Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado. Pensava que somando as compreensões, eu amava. Não sabia que somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente. Só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil. É porque eu não quis o amor solene. Sem saber que a solenidade ritualiza a incompreensão e a transforma em oferenda."
Ai está a chave de um relaciomento que pode ter sucesso. É entender o que os outros não entendem. É ver aquilo que esta invisivel aos olhos alheios. E que só carinho não basta. Pois nada separado enche barriga. Só o amor não basta. E aquilo que é magnifico... Pomposo deve ser reverenciado. O relaciomento monotono, rotineiro em nada acrescenta. Apenas diminui. Só vou amar de verdade quando o que EU quero deixar de existir. E passar a habitar o que NÓS queremos. Pois amar é isso. É deixar de ser eu. É ser do outro, pro outro, com o outro. Viver a 2. É isso. Pronto. Fim de papo. Eu acho que um relaciomento em que se' soma as incompreensões', já dá pra ser feliz um pouco. Não acha?!