sábado, 13 de novembro de 2010

Ideal.


Quantas vezes não ouvimos a seguinte pergunta: "Qual é o seu ideal de pessoa?!" ou "Qual é o seu tipo ideal de pessoa?!" Perguntas iguais a essa é comum hoje. Porém em uma das minhas consultas parei pra pensar nisso. E cheguei a seguinte conclusão. Não existe a pessoa ideal. Óh! Sou um gênio por causa disso! - pensa você. Porém pense em quantas vezes você não olhou para o outro com olhos de idealizações. Uma vez ouvi a seguinte história : Uma mulher namora um rapaz. Os dois se conheceram em um departamento de um hospital. Ela psicologa e ele fisioterapeuta. Uma certa vez eles foram sair. Para um dos bairros mais bohêmios do Rio, Lapa. Ele bebeu além da conta. E ela viu um outro rapaz. Diferente do que ela tinha conhecido no hospital. Diferente do que ela pensou que fosse. Diferente do que ela idealizou dele. Porém ela não se prendeu naquele momento. Ela decidiu olhar o todo. Em vez de partes. Ela se surprendeu com aquela situação? Sim. Ele quebrou a idealização de pessoa que ela tinha feito dele. Conclusão... Não adianta ficar idealizando um tipo de pessoa. Pois a pessoa que tanto queremos só poderá ser nós mesmos. Cada um tem sua peculiaridade. Cada um tem seus atrativos. Uns muito ciumentos (como eu), outros insensiveis, outros amam mas não sabem demonstrar, uns gostam de baladas, outros preferem coisas simples. Cada um é diferente do outro. E é isso que deve ser valorizado. As diferenças. Aquilo que você tem, eu não tenho. E isso deve ser um ponto favorável. Pois assim aprendo com você a adiquirir isso que não tenho. São as diferenças que nos fortalecem. E Clarice Lispector sabiamente vai dizer: "Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado. Pensava que somando as compreensões, eu amava. Não sabia que somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente. Só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil. É porque eu não quis o amor solene. Sem saber que a solenidade ritualiza a incompreensão e a transforma em oferenda."
Ai está a chave de um relaciomento que pode ter sucesso. É entender o que os outros não entendem. É ver aquilo que esta invisivel aos olhos alheios. E que só carinho não basta. Pois nada separado enche barriga. Só o amor não basta. E aquilo que é magnifico... Pomposo deve ser reverenciado. O relaciomento monotono, rotineiro em nada acrescenta. Apenas diminui. Só vou amar de verdade quando o que EU quero deixar de existir. E passar a habitar o que NÓS queremos. Pois amar é isso. É deixar de ser eu. É ser do outro, pro outro, com o outro. Viver a 2. É isso. Pronto. Fim de papo. Eu acho que um relaciomento em que se' soma as incompreensões', já dá pra ser feliz um pouco. Não acha?!

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