terça-feira, 28 de dezembro de 2010

10... 9... 8...

2010 esta acabando...
2011 bate a porta...


E paro para fazer uma analise do ano que finda. Vejo quantas coisas aconteceram. Quantas mudanças visiveis estão a minha volta. Mudança de emprego, de amores, de vida, enfim... Inumeras mudanças que ao longo ano foram ocorrendo.
Vejo todos os problemas que enfrentei, os inimigos que conquistei, as vitórias alcançadas, as derrotas engolidas a seco, os medos adiquiridos, os anseios nunca esquecidos, os amigos guardados, os berros dados, tudo! Cada coisa vai passando pela minha cabeça jovem me mostrando o quanto esse ano foi agitado.
Parece que foi ontem que iniciava-se o ano. E os mesmos desejos pro ano que vem eram feitos e esperançosamentes postos como metas a serem alcançadas. Parece que foi ontem que o carnaval divertidissimo em Ipanema estava rolando. E eu indo todos os dias dessa data tão aguardada por muitos, para Ipanema, Quitungo. Parece que foi ontem que as aulas começavam e aquele sentimento de aluno mudado inundava meu ser. Prometendo que esse ano eu me dedicaria mais aos estudos. Promessas de estudantes... Parece que foi ontem, que eu saia do meu emprego levando malas de experiencia profissional, emocional, social e de vida como um todo.

E assim o ano foi indo... Acabando aos poucos... Os dias completando seu ciclo de 24 hs, os 12 meses se findando... E ano se aproxima do seu fim. Percebo esse ciclo e vejo o quanto o recomeço esta presente e como ja tinha postado aqui é necessário e vital a sobrevivencia ao ser humano.
É sempre bom começar denovo. E esses ciclos cronológicos ensinam muito isso.
Porém e ano que vem?! Quais serão as promessas pro ano q vem?! Quais serão os desejos?! Quais serão as metas?! Perguntas feitas nesta ultima semana. E sinceramente só encontro uma resposta: VIVER.
Não importa o que aconteça o mais importante será viver. O maior e unico desejo será esse. A meta maior e a promessa mais querida será VIVER.

Não importando o que aconteça, apenas tirando proveito de tudo.
Quero poder em 2011 rir muito... Andar muito... Comer comidas diversas, dormir em lugares diferentes, comprar mais roupas, passar mais tempo com os meus amigos... Beber mais! Sair mais... Trabalhar menos! Estar ao lado da minha familia mais tempo... Enfim... Resumindo... VIVER.
E que a contagem comece... E que as lagrimas de felicidade, de alegira possam ser derramadas sem contensão... Que os risos sejam multiplicados, e que as tristezas subtraidas radicalmente...
Que neste Novo Ano possamos realmente viver sem preconceitos, sem mentiras, sem falsidade, sem problemas monstruosos... E caso isso aconteça... Que pelo menos valha a lição aprendida.

Pois como disse dentro de VIVER esta incluso: Tirar proveito de tudo. E se for preciso e sei que é... Até dos momentos dificieis
!



'O que verdadeiramente somos é aquilo que o impossível cria em nós.'

E que comece a contagem...

9, 8, 7, 6...

5

4

3

2

1

FELIZ ANO NOVO!!!

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Natal...


Falta poucas horas para uma das datas mais aguardadas do ano. Lojas com seus lucros triplicados, shoppings cada vez mais cheios, horários mais longos para compras, mercados com promoções atentadoras, cartões de crédito estourados, roupas novas, brinquedos cada vez mais avançados e assim o mundo se prepara para mais uma data tão esperada! Natal.
Fico me perguntando se em meio a tantas coisas citadas ainda pouco ainda sobre tempo para parar e pensar se realmente estamos vivendo o real significado do Natal. É muito comum vermos na tv, comercias dizendo coisas belissimas sobre tal data. Porém alguém realmente vive o espirito natalino?! Não quero aqui ser demagogo, surreal ou moralista. Mas paro e acabo constando que a cada dia que passa, a cada ano, a cada Natal as pessoas só querem saber disso... Comprar, comprar, comprar e comprar...
Voltemos um pouco no tempo...

"Diz a lenda que São Nicolau era um homem muito rico e muito generoso. Conta-se que ele distribuía dinheiro aos pobres e presenteava as crianças que não tinham com o que se alegrar. Faleceu no dia 6 de dezembro, tornando este dia o Dia de São Nicolau. Esta data é muito lembrada e comemorada em alguns países do oriente, onde os pais ainda presenteiam seus filhos fazendo uma referência a São Nicolau. Por causa da proximidade de sua festa com a data do nascimento de Cristo, acabou-se transferindo lentamente a tradição de presentear as crianças para o dia 25 de dezembro. Os pais costumavam dizer que era São Nicolau quem trazia os presentes do céu. São Nicolau foi se tornando um símbolo natalino e o 1º Papai Noel reconhecido pelo mundo."

Após a segunda grande guerra o mundo viveu um processo rápido e globalizado em direção a um buraco sem fim. Denominado capitalismo. Logo a ideia de consumir foi ficando cada vez mais escancarada e comum em nosso meio. Quem não quer ganhar um presente, ora é Natal?!
Porém paramos para esquecer do que realmente importa. A simplicidade, a união, a solidariedade.
Minha vó tem costume de em toda ceia natalina pedir para que todos da familia se reunam em torno da mesa. Para que possamos em meio a fartura e tontura com comidas deliciosas, possamos rezar pelos que não têm. Pelos que têm. Por nós. Enfim, rezar em ação de graças a diversas coisas. Acho bonito isso. Deixar de lado o 'eu' e pensar em 'nós', no 'outro'. Tudo bem, que rezar não enche barriga muito menos dá presentes, mas independentemente da religião, se pararmos para pensar o quanto é benéfico orar, rezar seja lá o que for para que Aquele em que você acedita faça algo por essas pessoas que não tem nada.
Na simplicidade da 'minha velha', da minha vó vejo as mãos calejadas dessa matriarca, que cuidou de 4 filhas, que ajudou mais 4 netos a serem educados, a serem familiriazados com essa questão solidária e de fé.
Minha vó é muito religiosa. Vejo nela o semblante de Maria. Como disse não quero por religião no meio. Mas falo na pessoa de Maria. O exemplo que foi. Claro, admito que a diversas mulheres em nosso meio que assim como Maria também batalharam pelo pão de cada dia. Por seus filhos, seus maridos, suas vidas. Mas veja, Maria foi a mãe do aniversariante da data comemorada. Mãe, para os cristãos do grande Messias. Aquele que redimiu os pecados do mundo. Maria foi mulher de garra. Suportou tudo. Suportou viagens longas, caçadas, deserto, andanças... Enfim, suportou tudo. E foi humana, foi MÃE.

E o que falar de José?! Carpinteiro. Não tinha muito o que ensinar aquele que nem seu filho era. Ensinar aquele que iria mudar o rumo da história. E ele foi humano também, deve ter ralhado com Jesus, deve ter dado algumas palmadas, mas foi PAI. Esteve presente. Deve ter se preocupado. E ensinou a aquele que é chamado Filho de Deus, a profissão nobre, simples, singela de carpintar.

Olho e constato, quantos Josés e Marias não estão a nossa volta. Dando o suor. Dando o seu sangue para que suas crias sejam educadas, formadas e acima de tudo adultos conscientes de seus deveres e que nada vem facil nesse mundo não. E se vem, vai facil também.

Vejo os presépios montados em diversos lugares, e até mesmo o simplezinho que tenho aqui em casa. E vejo a simplicidade em que aquele menino, aquele 'Deus', nasceu. Veio ao mundo. O pouco que sei sobre Maria e José me faz pensar o quanto bem educado Jesus foi. Ele não veio pronto. Ele não veio montado como brinquedos de fábricas. Não, foi preciso educá-lo. Ensiná-lo a falar. Ensiná-lo as regras, as normas, as coisas que um ser humano precisa para poder viver. Simplicidade. Não havia médicos, não havia materias esterelizados. Havia cheiro de esterco, de mato. Ele nasceu simples. Viveu na simplicidade.


Que neste e em todos possamos ver o verdadeiro significado desta data. O que realmente o Natal quer nos ensinar. A verdadeira lição. Que neste Natal possamos realmente viver em união. Pare nem que seja 2 minutos antes da Ceia, recolha-se. Pense. Reflita nas pessoas que não possuem nada. E o quanto você é sortudo (a) por ter tudo isso a sua frente. Não temos tudo o que queremos, mas o pouco que temos basta. Nada de coisas futeis.
Que possamos nos recordar da simplicidade, da união, da solidariedade que a familia do Menino Jesus viveu e possamos viver assim também.

Unidos, simples, solidários para com os outros.


Feliz Natal a todos!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Pedaço do céu?


Hoje um amigo meu, me fez uma pergunta inquietante. E que me remeteu aos mais primórdios sentimentos e lembranças de quem amei e amo.

"Você sabe me responder como se dá a alguém um pedaço do céu?"

A resposta foi...

Sabendo estar presente, mesmo que não seja fisicamente, mas sabendo nos melhores momentos identificar as dores alheias, saber ver o que o outro tem de problema sem ele precisa falar. Lê-lo sem palavras. Saber ver no olhar aquilo que o outro teima em esconder mais que só você, apenas você vê. E faz disso motivo de recomeço. De demonstração do tanto que você o ama.
É saber amar e ser carinhoso desmedidamente... Transbordar o amor até que não caiba mais no copo. De tal modo que não se possa medir. Que encha piscina olimpica, estádios, o que importa é que o você dê amor, dê muito. Pois isso é um pedaço de céu.
É saber abraçar e nesse abraço dizer tudo oq ficou engasgado, nesse abraço dar um pouco de si. E esse pouco virar semente dentro do outro... A ponto q dentro do outro nasça uma plantinha com o seu nome. E aos poucos essa plantinha vai crescendo e você com sua incrivel quantidade demasiada de amor possa fazer com que essa plantinha se torne arvore, e nunca murche. Apenas haja troca de folhagem. Mas continue lá. Enraizada nas terras férteis do coração alheio.
Dar um pedaço do céu é dar um pouco de si... Doar se constantemente. Porém na medida, pra que a saudade exista, e que vocês possam ser grandes amigos, e não dois bicudos. Para que ela faça o seu trabalho. Pra que no momento em que os olhos se encontrarem possam realmente seguir o ritmo de Tom Jobim:



... Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar
Ai, que bom que isso é meu Deus
Que frio que me dá o encontro desse olhar ...


E nas diferenças encontrar forças pra continuar amando em meios as adversidades. Fazer de cada obstáculo uma lição a ser aprendida JUNTOS. Pra possa haver consenso em todos os desatinos das subjetividades, das singularidades.
Dar um pedaço do céu é prometer sem falar que estará junto até o ultimo minuto com o amante. Independentemente do que aconteça. É prometer já cumprindo a presença constante...
Dar um pedaço do céu é conhecer cada centimetro do corpo alheio. Do corpo amado. E saber apenas você os pontos fracos. E ali fazer um momento de trocas. De amor unico.
Dar um pedaço céu é dar sem esperar algo em troca. Dar sem esperar devolução. Dar sem compromisso. Amar sem acordo. Ser sem contratos.







Talvez dar um pedaço do céu seja isso...


Agradecimentos:
Leonardo Bezerra
( um amigo que aprendi que mesmo depois
de machucá-lo tive que reconquistá-lo)

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Eles são reais...


Ela entregou na mão dele tudo o que tinha. Entregou seus desejos. Entregou suas finanças. Entregou seu amor. Entregou sua amizade. Entregou sua história. Entregou suas esperanças. Entregou seu vale-felicidade. Entregou seu coração. Entregou suas mãos. Entregou seu prazer. Entregou... Entregou até... Entregou até sua alma. Não restava mais nada. Não havia mais nada a sua volta para lhe proteger. Pois seus guardas, seus defensores haviam ido com ele. Seu castelo estava vazio. Deserto. Entregue aos bandidos e saqueadores.
Ele?! Pouco fez. Apenas entregou aquilo que havia necessidade. Ele sempre dizia que a amava. Porém haviam coisas que faziam com que esse amor se distanciasse da realidade. Do desejado. Admite-se que os poucos momentos juntos formavam apenas um corpo. Uma alma. Um desejo. Um sentimento. Pois os dois se encachavam de tal modo que não se via dois corpos. Extrapolava as leis consumadas e estudadas da fisica. Apenas um. Era assim pelo menos nos poucos minutos juntos. Vidas separadas pelos desejos dos outros. Sonhavam em viver juntos. Bem, ela sempre sonhou isso. Foram 3 anos separados dele. 3 longos anos gestando aqui
lo que chegou a quase sufocá-la. E depois dessa gestação quase eterna. Fora do comum, ela pode dar tudo isso que tinha. E assim foi. Pois os outros não estavam satisfeitos. Faziam um casal perfeito. A manipuladora e o jogador. O casal combinativo. O casal que despertou inveja e discórdia em muitas pessoas. E eles se amaram. Proibidamente. Discretamente. Eles se amaram. Se deram. Se doaram. Ela ciumenta e possessiva. Ele sensual e provocador.
O momento em que se uniam era magico. Ele não se importava com que falavam. Ela as vezes timida fazia a linha dura. Porém o amor reinava. Mas o veneno corria na veia dela. O ciume a impregnava. Sua carne era só ciume. Ela mais velha. Fazia planos do futuro. Queria uma casa. Um lar pra chamar de seu. Ele?! Novo. Só queria saber de curtir a vida. E de viver o momento. Embora dissesse que queria também viver ao lado dela. Porém ambos sabiam de suas reais situações. Mas não arredavam o pé desse amor cultivado. Gestado. Se dependesse dela, morreriam juntos. Construiriam sua vida juntos. Porém o destino era traçoeiro. O destino prega peças. Ele com as amizades que a faziam morrer de ciumes. Não era por mal. Mas ela queria exclusividade. Um dia ela teve?! Não sei. Confesso que até isso me pergunto. A história ainda não acabou. O ciume ainda esta em suas entranhas. E as amizades dele, estão por aí. Quase não ficam juntos. Ele estuda. E sua mãe lhe perseque. Ela estuda e trabalha. Um dia ele ja foi mais presente. Um dia ele prometeu enfrentar os pais por causa dela. Isso
realmente nunca aconteceu até onde sei. Mas eles se amavam mutuamente. Aos poucos ele absorveu um pouco dela. E ela absorveu um pouco dele também. Clarice Lispector fala sabiamente: "É o contrário: amor é finalmente a pobreza. AMOR é não ter." O amor é isso. É ser pobre. As vezes miserável. Mais por que?! Se entre gerações antigas e atuais o amor é visto como algo bom. Algo a ser cultivado?! Pelo simples fato de que amor é dar. E doar-se. Assim como ela fez. Deu-se por inteira. Até não ter sobrado nada dela. Ela se deu. Sua vida era dele. Sua alma era dele. Sua vida ERA ele. Sua alma ERA ele. Paradoxos que ela adorava viver.
Uma história perfeita... A história estaria perfeita até ai, personagens principais, vilões, sentimentos intensos porém, a algo fundamental esquecido e que merece ser revelado:
ELES SÃO REAIS.







Continua...

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Tic tac tic tac


Tempo... As vezes me pergunto por que se torna tão fundamental esse vocábulo em sua forma ativa. Em sua ação constante, as vezes imperceptivel porém devastadora e ao mesmo tempo formadora. Agora, parando pra pensar sobre isso começo a ver o quanto o termo TEMPO e parodoxal.
Ao mesmo tempo que corremos atras de coisas em nossa vida, de cumprir metas e mais metas que nós e a sociedade nos empõe tais como: um bom trabalho, uma boa colocação nos estudos, uma moradia sadia pra se viver etc; nesse mesmo tempo tentamos abruptamente VIVER. Curtir fases de nossa vida que nos são unica. Que não voltarão.
E ao mesmo tempo que ele, em sua forma infinita de se apresentar UNI duas pessoas, também pode separá-las. É assim nas amizades, é assim nos namoros, na familia. Em tudo.
Enfim, inumeras formas que o tempo tem de agir as vezes boa, as vezes ruim. Independentemente da forma como aja, ele não para. Já dizia Cazuza, O TEMPO NÃO PARA.
O ser humano tentando administra-lo, criou várias coisas para contar esse tempo que passa, esse tempo que age: relógios, cronometros, despertadores enfim, são incontáveis a forma de se contar e administrar o TEMPO. Lidamos constantemente com prazos. Seja de validade, entrega ou utilização o tempo se faz presente de diversas formas. E sempre nos cobrando paradoxais coisas. Viver uma vida FELIZ acompanhada de cumprir metas estipuladas.
E o tempo vai passando. O cronos vai cobrando e se tornando cada vez mais visivel. Veja, a 10 anos atras o que era essencial pra você?! Se você assim como eu tem idade antes dos 20 dirá que o que lhe era essencial era se divertir, brincar, jogar bola. Todavia se você já esta perto dos 30 dirá que era ainda sim se divertir, porém procurar o (a) namorado (a) perfeito (a). Contudo, não importa a idade o que importa ao se perguntar é perceber de como o tempo mudou as exigências, mudou as casas, pediu novas cartas e você teve que saber como administrar essas cobranças.
E o tempo... O cronos foi passando. Poém existem coisas aaah como existem, coisas que ele não muda. Que ele não apaga. Que ele apenas eterniza. Pronto, mais um paradoxo formado. Mais pense que ao longo desses 20, 30, 40 sei lá anos você não se recorda como se fosse hoje. E vê que a cada dia que passa você sente saudade. O tempo vem acompanhado da saudade.
Quantas pessoas não passaram pela sua vida e te marcaram e depois... se foram. Apenas passaram. E o tempo, do seu modo as eternizou. Nos marcou. Pronto, encontramos em tantos paradoxos depreciativos algo para agradece-lo por fazer.
Não importa quanto tempo passou, sempre acontecerá algo diferente. Sempre seremos alvo de mudanças externas e internas. E devemos aprender a administrar essas mudanças e seus reflexos.
Se sua vida parece não andar, estagnada ela esta. Espere. O tempo tem sua forma de agir. Talvez só devessemos mudar os olhos que vemos essa estagnação. Falo isso pois acontece isso com todos. A momentos que parecem eternos de tão ruim. Estamos sozinhos, estamos sem dinheiro, estamos sem saude boa, estamos cercados por violência. Não importa. A coisas ruins que parecem mais eternas do que as boas. Mas vivemos em uma balança.
Espere... Seja paciente. Dificil?! Eu sei. E como sei. Mas com calma as coisas se ajeitam. E perder a calma não ajuda em nada. Deixa ele agir.

Tic tac tic tac!

sábado, 13 de novembro de 2010

Ideal.


Quantas vezes não ouvimos a seguinte pergunta: "Qual é o seu ideal de pessoa?!" ou "Qual é o seu tipo ideal de pessoa?!" Perguntas iguais a essa é comum hoje. Porém em uma das minhas consultas parei pra pensar nisso. E cheguei a seguinte conclusão. Não existe a pessoa ideal. Óh! Sou um gênio por causa disso! - pensa você. Porém pense em quantas vezes você não olhou para o outro com olhos de idealizações. Uma vez ouvi a seguinte história : Uma mulher namora um rapaz. Os dois se conheceram em um departamento de um hospital. Ela psicologa e ele fisioterapeuta. Uma certa vez eles foram sair. Para um dos bairros mais bohêmios do Rio, Lapa. Ele bebeu além da conta. E ela viu um outro rapaz. Diferente do que ela tinha conhecido no hospital. Diferente do que ela pensou que fosse. Diferente do que ela idealizou dele. Porém ela não se prendeu naquele momento. Ela decidiu olhar o todo. Em vez de partes. Ela se surprendeu com aquela situação? Sim. Ele quebrou a idealização de pessoa que ela tinha feito dele. Conclusão... Não adianta ficar idealizando um tipo de pessoa. Pois a pessoa que tanto queremos só poderá ser nós mesmos. Cada um tem sua peculiaridade. Cada um tem seus atrativos. Uns muito ciumentos (como eu), outros insensiveis, outros amam mas não sabem demonstrar, uns gostam de baladas, outros preferem coisas simples. Cada um é diferente do outro. E é isso que deve ser valorizado. As diferenças. Aquilo que você tem, eu não tenho. E isso deve ser um ponto favorável. Pois assim aprendo com você a adiquirir isso que não tenho. São as diferenças que nos fortalecem. E Clarice Lispector sabiamente vai dizer: "Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado. Pensava que somando as compreensões, eu amava. Não sabia que somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente. Só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil. É porque eu não quis o amor solene. Sem saber que a solenidade ritualiza a incompreensão e a transforma em oferenda."
Ai está a chave de um relaciomento que pode ter sucesso. É entender o que os outros não entendem. É ver aquilo que esta invisivel aos olhos alheios. E que só carinho não basta. Pois nada separado enche barriga. Só o amor não basta. E aquilo que é magnifico... Pomposo deve ser reverenciado. O relaciomento monotono, rotineiro em nada acrescenta. Apenas diminui. Só vou amar de verdade quando o que EU quero deixar de existir. E passar a habitar o que NÓS queremos. Pois amar é isso. É deixar de ser eu. É ser do outro, pro outro, com o outro. Viver a 2. É isso. Pronto. Fim de papo. Eu acho que um relaciomento em que se' soma as incompreensões', já dá pra ser feliz um pouco. Não acha?!

sábado, 2 de outubro de 2010

Algo sobre ciume...


Em uma das minhas visitas semanais ao consultório da minha psicoterapeuta, abordamos um assunto que me incomoda. Ciumes. E no final da consulta ela me deixou com um dever: pensar e escrever algo sobre ciume. Pois bem, começei a pesquisar sobre tal assunto.
Percebi algumas coisas... A primeira é de que esse tal sentimento humano, que carregamos desde nossa concepção, talvez muito antes disso está dentro de todo o ser humano. É algo que não podemos negar. Temos e sobrevivemos com ele nos rondando. Nossa história é marcada por ciume. Quantas histórias da mitologia Grega não foram manchadas por tal sentimento?! Não precisamos ir muito longe de nosso tempo atual. Hoje, quantas familias, relacionamentos não foram socumbidos ao agridoce veneno do ciume?!
Por conta disso começo a ver que isso é natural. Absurdo pensar assim com tantos relatos. Mas o ciume é apenas um dos derivados do zelo. Do amor. Talvez a forma doentia de cada uma delas. O ciume é desencadeado pelo grande apreço que temos a alguém que amamos. Que queremos ter. Porém é um sentimento egocentrico. Pois quer tornar exclusivo para si uma pessoa, ou algo.
O relacionamento de Hera com Zeus era assim. Hera enciumada por conta da infidelidade de Zeus perseguia as amantes e filhos oriundos do marido. O ciume dela era tanto que destruiu a familia de Hércules outro personagem filho de Zeus com uma humano. Hera queria a exclusividade do marido. Porém o mesmo não a dava. O ciume a corroia. Totalmente.
Tal veneno também corre em minhas veias. Tenho ciume daqueles que amo. Os quero só pra mim. É involuntário. É algo que sinto por culpa do amor as vezes obsessivo por tal pessoa. Pode ser um parente ou um objeto. Se crio vinculo com tal o quero só pra meu prazer.
O amor quando é desmedido. Quando não trabalhado do modo certo gera isso. Ciume. Talvez isso seja apenas a vontade de ter pra si aquilo que amamos. Porém como um sentimento bom pode se tornar algo malévolo?! Pelo simples fato de o ser humano ainda não ter aprendido a MEDIR sentimentos. Ainda não criaram um copo, ou régua que possa medir nossos sentimentos. O quanto devemos sentir por cada pessoa que amamos. E por conta disso... Temos a séria chance de desenvolvermos tal sentimento corrosivo.
Uma pesquisa desenvolvida nos EUA revelaram que uma das causas do cancer esteja nos sentimentos tão depredadores como o ciume, inveja, magoa etc. Isso tudo por conta da falta de medida que temos em nossos sentimentos para com os outros.
Tal sentimento perjorativo também está ligado a insegurança, ao sentimento de perda. Tenho medo de perder aquele que amo. Tenho medo de dividir. De que ele não seja mais só meu. Medo de perder a exclusividade.
As vezes tenho ciume por conta da insegurança que o outro me traz. Quantos sofrimentos me foram necessários pra que visse que aquilo não ia me fazer bem?! Que aquele relacionamento iria me depredar aos poucos?!
Agora vejo o quanto este virus esteve presente em muitos dos meus relacionamentos. Seja de amizade, de amor. O quanto fui egocentrico ao ponto de não querer deixar aquele que amo fazer feliz outros assim como me fez feliz.
Agora vejo quantas loucuras não fiz pra conseguir atenção. O ciume nos cega. É um veneno silencioso, que se não pararmos pra prestar atenção vai nos matando aos poucos. Porém como boa parte dos venenos, dos virus que nos rodeiam, esse é silencioso. Chega sorrateiramente e nos impregna nosso corpo, nossa mente e nosso coração.
Ainda estou em fase de aprender a medir aquilo que sinto. De ver se vale a pena sentir muito por tal pessoa. Se as vezes é pouco pra tal humano.
Ainda estou em fase de aprender a amar puramente. A amar sem querer exclusividade. Pois o amor é isso...
Certa vez li que o amor é querer o outro feliz. É um sentimento pro outro. E não pra si. O ciume é inverso disso. E o tapete as avessas. A folha contrária do caderno.
Quero aprender a ver o tapete por cima. Quero poder fazer o outro feliz. Quero poder ter apenas a folha do caderno. Sem esse contrário deturpado e infeliz.
Em que fase me encontro?! Na de aprender.

domingo, 29 de agosto de 2010

... Que se chama vida ...


"As vezes vivemos coisas que nos esgotam."

As vezes?!

É com esta simples indagação que começo a refletir sobre os acontecimentos que me ocorreram nesses ultimos meses. Término de relaciomento, problemas financeiros, afetivos e emocionais. Carência afetiva, presença. São pequenas coisas que vão juntando, acumulando e no fim das contas sobra só estresse, fadigas, desgastes e outros mil e um sentimentos indesejáveis. Aprendi desde muito cedo que a vida não é fácil. Sempre teremos problemas e tudo vai depender de como olhamos pra esses problemas e decidimos encará-los.
Mas o que fazer quando o prático não saí igual ou melhor que o teórico?! O que fazer quando você simplesmente não consegue olhar com outros olhos aquilo que te incomoda?!
O sentimento de fuga me acompanha a todo momento. Fugir as vezes parece ser a melhor alternativa, seja o melhor a se fazer, pois chega uma hora que a unica vontade é de correr, sumir, fugir. Alicercada por outras tantas mil vontades seja ela chorar, gritar, bater e tudo isso soma-se a vontade de fugir.
"Quantas vezes me mataram, quantas vezes eu morri."
Lembro dessa musica e percebo a quantidade de vezes que me mataram, seja por meio de palavras, e essa talvez seja a pior. Ou por ação?! Por que não?! Eu morro quando não recebo retorno em um relaciomento, eu morro quando escuto a verdade, por que não?! Há verdades que não precisam ser ditas, apenas deixadas para que seu dono as encontre e faça o melhor com elas.
E por que não, eu mato também. Carrego nas veias o veneno da morte. O veneno que constantemente aplico doses letais aos que me rodeiam. Os mato quando não retribuo da forma como deveriam, seja emocionalmente ou profissionalmente. Eu mato quando falo o que não devo. O silêncio talvez seja a melhor atitude. Ou talvez a pior forma de matar quem te ama. Já perdi as contas de quantas vezes o meu silêncio sacrificante matou aquele que me olha, que me admira.
E assim caminha a humanidade. A espera de salvação.
Palavras não enchem barriga- diz minha mãe. E sinceramente, concordo. Talvez seja por isso que vivo com fome. Fome de afetos, fome de gente, fome! Não só eu como outras pessoas também. Vazias por dentro. Mostrando algo que talvez não sejam. Talvez queiram apenas fugir.
Na história de Alexandre, encontramos muito disso. Alexandre envenenado pela cobiça e alienado pela vitória sempre ia em frente nas batalhas. E mesmo dono de muitos territórios queria mais. E pouco se importava com as pessoas, seus guerrilheiros. Porém não percebeu que os mesmos que o seguia também eram pessoas. E com o passar do tempo foram ficando fracos, até que morreu em uma batalha. Nunca recuava. Contudo, parando para pensar se parassemos um minuto do nosso tão precioso tempo que pode acabar em segundos, se parassemos e vissemos que talvez devessemos esperar nosso melhor momento, o momento mais oportuno para guerrear. O que você lê serve pra mim, e muito. Falta em mim essa capacidade. Talvez o mesmo veneno que correu na veia de Alexandre também corre na minha. Na sua. Na de todos. Somos constantemente infectados por milhões de venenos corrosivos que nos matam silenciosamente, podemos estar setenciados a morte. A uma morte cruel, pois o veneno que me mata aos poucos, também corre nas veias alheias. Possa ser que ainda não tenha se manifestado, talvez esteja esperando o melhor momento. São dores das quais vão me consumindo dia-a-dia.
Os venenos que nos rodeiam, nos matam, nos aniquilam ferozmente são de modo singular propulsores para o desenvolvimento dessa humanidade cruel. É duro, e por que não sacrificante admitir que eu faço parte dela. Ora de codjuvante, ora como ator principal. Ora como simples espectador, que vê pacientemente o desenrolar dessa grotesca e abominável acontecer. Ora como o vilão que pratica seus planos perversos. São poucos os que conhecem os bastidores dessa trama, que se chama vida.
Vivemos em um mundo de ilusões, futilidades. Porém tudo tem seu motivo, sua função. Mas por que de tanta ilusão, de tanta futilidade em nosso meio?! Talvez seja para mascarar o real. Mascarar as tragédias que acontecem a nossa volta. Mascarar o que sentimos, para mostrar um ser a ser temido.

As vezes?!

sábado, 31 de julho de 2010

Recomeçar


O que se fazer quando um relaciomento que você acreditava dar certo acaba?!
O que se fazer quando um parente que amamos morre?!
O que se fazer quando se é demitido do seu emprego?!
O que se fazer quando perde-se tudo em uma enchente?!
O que se fazer?!

Não vou dar aqui uma receita de como mudar de vida ou de como recuperar o que se perdeu. Não, não vou. Porém por experiencia propria ja vivi coisas que pensei que eram meu fim. Vivi coisas que nunca passaram pela minha cabeça despreocupada.
Aprendi desde muito cedo que a unica coisa que nos resta após uma tragédia, a um término, é o dom do RECOMEÇO. É a unica coisa que nos resta. A todos. Ainda estamos vivos. Respirando. E se ainda estamos com tudo isso que já é muito importante e considerável então por que ficar se lastimando por coisas que se foram. Não quero ser cético. Porém nascemos já com apenas uma certeza: morte. Porém não é só a morte fisica. Morte biológica. Mas em vários ambitos de nossa vida acontecem mortes, sejam elas prematuras, sejam elas tardias. Todavia mortes que as vezes são necessárias.
Acredito fielmente que todo fim é condutor a um novo começo. A um recomeço. Intenda que o que falo serve para mim também. Pois diversas vezes pensei em ter chegado a um estágio de sofrimento, de dor que a unica alternativa que me veio a cabeça era desistir. Contudo, Deus é bom, é nos dá esse direito, afinal temos livre harbitrio. E precisamos constantemente aprender a lidar com isso. Adaptação.
Porém o que se fazer quando perdeu uma pessoa que amava muito?! (quando falo isso é perda de morte mesmo. Falecimento).
O que se fazer?! O luto é algo que sim, é o primeio estágio disso. Vivemos um luto, uma dor descomunal. Todavia há ainda em nossa volta pessoas que nos querem bem. Vivos! E aí entramos em um caminho que se bifurca, continuar chorando e vivendo um luto que parece sem fim, ou encarar que sim, essa pessoa se foi, mas outros que amo ainda estão ao meu lado, então talvez ainda valha viver. Talvez ainda devo tentar denovo. Recomeçar. Encontro em depoimentos de mães que perderam seu filhos muito cedo. Aos seus 15,16,17,18 anos. E percebo o sofrimento que é perder seu filho.
E o poeta de modo sábio vai dizer: "A morte de um filho é um parto as avessas, é a devolução pro mundo o seu bilhete de entrada." Percebe-se claramente que pra uma mãe a morte de seu filho é algo indescritível. Porém o que se fazer?! Você ainda esta viva?! Ainda respira?! Não se pode voltar no tempo, mas podemos mudar aquilo que ainda esta por vir. E desses relatos que vi, ouvi, e li vi muitos de recomeço. Quantas mães não perderam seus filhos, viveram um LUTO, sim. Choraram noites a dentro, sim. Mas encontraram de repente em outro filho seu, ou em um familiar, ou quem sabe mesmo em um filho alheio a razão pra continuar vivendo. Quantas ONGs de proteção a crianças e adolescentes não nasceram da indignação de mães, pais e familiares que perderam seus filhos devido a inconsequência e insanidade de seres humanos sem nem um pouco de dignidade e valor. Elas, eles, todos recomeçaram. Deram um novo sentido a aquilo que parecia perdido. E a vida continua. A vida não para. Pois como diz Cazuza: O tempo não para. Viver o luto é natural. Tanto pra morte de um filho quanto pra um término de namoro ou demissão de um trabalho, também não quero comparar muito menos banalizar a morte de um filho. Porém pra cada um a dor é de um tamamanho, proporção diferente.
A unica coisa que resta nestes momentos é RECOMEÇAR.

"Deixa morrer o que a morte já sepultou Deixa viver o que dela ressuscitou Não queiras ter o que ainda não pode ser É possível crescer nesta hora Mesmo quando o que amamos foi embora A saudade eterniza a presença de quem se foi Com o tempo esta dor se aquieta Se transforma em silencio que espera Pelos braços da vida um dia reencontrar."

Algumas coisas em nossa vida são inevitáveis de acontecer. Algumas coisas em nossa vida acontecem por erros alheios. E só nos resta como seres humanos repletos de limites, RECOMEÇAR.
Re-começe de modos diferentes, jogando fora da tua casa, do teu quarto, do teu armario, do teu coração, da tua mente tudo aquilo que não te faz bem. Ou te prende algo que não vale a pena.

RECOMEÇE.