
"As vezes vivemos coisas que nos esgotam."
As vezes?!
As vezes?!
É com esta simples indagação que começo a refletir sobre os acontecimentos que me ocorreram nesses ultimos meses. Término de relaciomento, problemas financeiros, afetivos e emocionais. Carência afetiva, presença. São pequenas coisas que vão juntando, acumulando e no fim das contas sobra só estresse, fadigas, desgastes e outros mil e um sentimentos indesejáveis. Aprendi desde muito cedo que a vida não é fácil. Sempre teremos problemas e tudo vai depender de como olhamos pra esses problemas e decidimos encará-los.
Mas o que fazer quando o prático não saí igual ou melhor que o teórico?! O que fazer quando você simplesmente não consegue olhar com outros olhos aquilo que te incomoda?!
O sentimento de fuga me acompanha a todo momento. Fugir as vezes parece ser a melhor alternativa, seja o melhor a se fazer, pois chega uma hora que a unica vontade é de correr, sumir, fugir. Alicercada por outras tantas mil vontades seja ela chorar, gritar, bater e tudo isso soma-se a vontade de fugir.
Mas o que fazer quando o prático não saí igual ou melhor que o teórico?! O que fazer quando você simplesmente não consegue olhar com outros olhos aquilo que te incomoda?!
O sentimento de fuga me acompanha a todo momento. Fugir as vezes parece ser a melhor alternativa, seja o melhor a se fazer, pois chega uma hora que a unica vontade é de correr, sumir, fugir. Alicercada por outras tantas mil vontades seja ela chorar, gritar, bater e tudo isso soma-se a vontade de fugir.
"Quantas vezes me mataram, quantas vezes eu morri."
Lembro dessa musica e percebo a quantidade de vezes que me mataram, seja por meio de palavras, e essa talvez seja a pior. Ou por ação?! Por que não?! Eu morro quando não recebo retorno em um relaciomento, eu morro quando escuto a verdade, por que não?! Há verdades que não precisam ser ditas, apenas deixadas para que seu dono as encontre e faça o melhor com elas.
E por que não, eu mato também. Carrego nas veias o veneno da morte. O veneno que constantemente aplico doses letais aos que me rodeiam. Os mato quando não retribuo da forma como deveriam, seja emocionalmente ou profissionalmente. Eu mato quando falo o que não devo. O silêncio talvez seja a melhor atitude. Ou talvez a pior forma de matar quem te ama. Já perdi as contas de quantas vezes o meu silêncio sacrificante matou aquele que me olha, que me admira.
E assim caminha a humanidade. A espera de salvação.
Palavras não enchem barriga- diz minha mãe. E sinceramente, concordo. Talvez seja por isso que vivo com fome. Fome de afetos, fome de gente, fome! Não só eu como outras pessoas também. Vazias por dentro. Mostrando algo que talvez não sejam. Talvez queiram apenas fugir.
Na história de Alexandre, encontramos muito disso. Alexandre envenenado pela cobiça e alienado pela vitória sempre ia em frente nas batalhas. E mesmo dono de muitos territórios queria mais. E pouco se importava com as pessoas, seus guerrilheiros. Porém não percebeu que os mesmos que o seguia também eram pessoas. E com o passar do tempo foram ficando fracos, até que morreu em uma batalha. Nunca recuava. Contudo, parando para pensar se parassemos um minuto do nosso tão precioso tempo que pode acabar em segundos, se parassemos e vissemos que talvez devessemos esperar nosso melhor momento, o momento mais oportuno para guerrear. O que você lê serve pra mim, e muito. Falta em mim essa capacidade. Talvez o mesmo veneno que correu na veia de Alexandre também corre na minha. Na sua. Na de todos. Somos constantemente infectados por milhões de venenos corrosivos que nos matam silenciosamente, podemos estar setenciados a morte. A uma morte cruel, pois o veneno que me mata aos poucos, também corre nas veias alheias. Possa ser que ainda não tenha se manifestado, talvez esteja esperando o melhor momento. São dores das quais vão me consumindo dia-a-dia.
Os venenos que nos rodeiam, nos matam, nos aniquilam ferozmente são de modo singular propulsores para o desenvolvimento dessa humanidade cruel. É duro, e por que não sacrificante admitir que eu faço parte dela. Ora de codjuvante, ora como ator principal. Ora como simples espectador, que vê pacientemente o desenrolar dessa grotesca e abominável acontecer. Ora como o vilão que pratica seus planos perversos. São poucos os que conhecem os bastidores dessa trama, que se chama vida.
Vivemos em um mundo de ilusões, futilidades. Porém tudo tem seu motivo, sua função. Mas por que de tanta ilusão, de tanta futilidade em nosso meio?! Talvez seja para mascarar o real. Mascarar as tragédias que acontecem a nossa volta. Mascarar o que sentimos, para mostrar um ser a ser temido.
As vezes?!
E por que não, eu mato também. Carrego nas veias o veneno da morte. O veneno que constantemente aplico doses letais aos que me rodeiam. Os mato quando não retribuo da forma como deveriam, seja emocionalmente ou profissionalmente. Eu mato quando falo o que não devo. O silêncio talvez seja a melhor atitude. Ou talvez a pior forma de matar quem te ama. Já perdi as contas de quantas vezes o meu silêncio sacrificante matou aquele que me olha, que me admira.
E assim caminha a humanidade. A espera de salvação.
Palavras não enchem barriga- diz minha mãe. E sinceramente, concordo. Talvez seja por isso que vivo com fome. Fome de afetos, fome de gente, fome! Não só eu como outras pessoas também. Vazias por dentro. Mostrando algo que talvez não sejam. Talvez queiram apenas fugir.
Na história de Alexandre, encontramos muito disso. Alexandre envenenado pela cobiça e alienado pela vitória sempre ia em frente nas batalhas. E mesmo dono de muitos territórios queria mais. E pouco se importava com as pessoas, seus guerrilheiros. Porém não percebeu que os mesmos que o seguia também eram pessoas. E com o passar do tempo foram ficando fracos, até que morreu em uma batalha. Nunca recuava. Contudo, parando para pensar se parassemos um minuto do nosso tão precioso tempo que pode acabar em segundos, se parassemos e vissemos que talvez devessemos esperar nosso melhor momento, o momento mais oportuno para guerrear. O que você lê serve pra mim, e muito. Falta em mim essa capacidade. Talvez o mesmo veneno que correu na veia de Alexandre também corre na minha. Na sua. Na de todos. Somos constantemente infectados por milhões de venenos corrosivos que nos matam silenciosamente, podemos estar setenciados a morte. A uma morte cruel, pois o veneno que me mata aos poucos, também corre nas veias alheias. Possa ser que ainda não tenha se manifestado, talvez esteja esperando o melhor momento. São dores das quais vão me consumindo dia-a-dia.
Os venenos que nos rodeiam, nos matam, nos aniquilam ferozmente são de modo singular propulsores para o desenvolvimento dessa humanidade cruel. É duro, e por que não sacrificante admitir que eu faço parte dela. Ora de codjuvante, ora como ator principal. Ora como simples espectador, que vê pacientemente o desenrolar dessa grotesca e abominável acontecer. Ora como o vilão que pratica seus planos perversos. São poucos os que conhecem os bastidores dessa trama, que se chama vida.
Vivemos em um mundo de ilusões, futilidades. Porém tudo tem seu motivo, sua função. Mas por que de tanta ilusão, de tanta futilidade em nosso meio?! Talvez seja para mascarar o real. Mascarar as tragédias que acontecem a nossa volta. Mascarar o que sentimos, para mostrar um ser a ser temido.
As vezes?!
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